Em mais de 20 anos de cirurgia bucomaxilofacial em Belo Horizonte, percebo que a maioria dos pacientes chega à primeira consulta com a mesma mistura de alívio e apreensão: o ortodontista finalmente deu um nome para o que sentiram a vida toda, mas a palavra “cirurgia” trouxe dúvidas. A cirurgia ortognática é, de fato, um procedimento de alta precisão. Também é, quando bem indicada e planejada, uma das intervenções com maior impacto positivo na qualidade de vida de toda a especialidade bucomaxilofacial.
De acordo com o Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial (CBMF), milhares de procedimentos ortognáticos são realizados anualmente no Brasil, com índices de satisfação elevados e complicações raras em serviços especializados. O que apresento a seguir é o que explico a cada paciente antes de qualquer decisão: o que é a cirurgia, para quem é indicada, como funciona o planejamento e o que esperar da recuperação.
Resumo do artigo
A cirurgia ortognática é um procedimento cirúrgico realizado por cirurgião bucomaxilofacial que reposiciona os ossos do maxilar superior e da mandíbula para corrigir deformidades esqueléticas que afetam a mordida, a respiração e a harmonia facial. É indicada em casos de Classe II esquelética, Classe III esquelética, assimetrias faciais, disfunção da Articulação Temporomandibular (ATM) e apneia do sono. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com fixação por mini-placas e parafusos de titânio, e tem cobertura na maioria dos planos de saúde mediante indicação clínica. Em Belo Horizonte, o Dr. Ricardo Gontijo, {34457. CRO}, é cirurgião bucomaxilofacial com mais de 20 anos de experiência, atendendo no bairro Funcionários.
Neste artigo:
- O que é a cirurgia ortognática
- Quem realiza a cirurgia ortognática
- Quando a cirurgia ortognática é indicada
- Como funciona o planejamento cirúrgico
- O que esperar da recuperação
- Plano de saúde cobre a cirurgia ortognática?
- Cirurgia ortognática em Belo Horizonte com o Dr. Ricardo Gontijo
- Perguntas frequentes sobre cirurgia ortognática
O que é a cirurgia ortognática
A palavra ortognática vem do grego: “orthos” significa reto ou correto, e “gnathos” significa mandíbula ou maxilar. A cirurgia ortognática é, portanto, o procedimento que reposiciona os ossos do rosto para que fiquem em uma relação correta entre si.
Ela é indicada quando há uma desarmonia dento-esquelética, ou seja, quando o problema está tanto nos ossos e quanto nos dentes. Isso acontece nas chamadas más-oclusões de origem esquelética, no qual a maxila, a mandíbula, ou ambos, estão posicionados fora do padrão funcional e estético adequado.
O procedimento é realizado em ambiente hospitalar e envolve a movimentação precisa dos ossos faciais, com fixação por meio de placas e parafusos de titânio. Esses materiais são biocompatíveis, seguros e, na maioria dos casos, permanecem no local sem causar qualquer incômodo ao longo da vida.
É importante compreender que a cirurgia ortognática não é um procedimento exclusivamente estético. Ela é, antes de tudo, uma cirurgia funcional que trata problemas reais de saúde: dificuldade de mastigação, respiração prejudicada, dores articulares crônicas e desgastes e perdas dentárias aceleradas. O ganho estético, é um resultado natural da correção funcional mantido a longo prazo.
Quem realiza a cirurgia ortognática
O profissional mais habilitado para realizar a cirurgia ortognática é o cirurgião bucomaxilofacial. Essa é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), que exige formação específica após a graduação, com duração de três de residência ou especialização em serviço hospitalar credenciado.
O cirurgião bucomaxilofacial atua na fronteira entre a odontologia e a medicina, sendo o profissional capacitado para operar os ossos da face, tratar fraturas faciais, realizar reconstruções ósseas complexas e conduzir cirurgias de alta complexidade em ambiente hospitalar.
📋 Entenda melhor
O cirurgião bucomaxilofacial não é um dentista que faz cirurgias. É um especialista com formação pós-graduada específica, habilitado a operar em ambiente hospitalar, tratar fraturas de ossos faciais, realizar reconstruções ósseas e conduzir cirurgias de alta complexidade como a ortognática. É o único profissional indicado para esse tipo de procedimento, conforme as diretrizes do CFO e do CFM.
Sou cirurgião bucomaxilofacial com mais de 20 anos de experiência exclusiva em cirurgia ortognática em Belo Horizonte. Minha formação inclui especialização em Cirurgia Bucomaxilofacial, mestrado e doutorado com ênfase em Ortodontia, o que me confere uma visão integrada: opero os ossos e entendo profundamente a estrutura da mordida, atuando em total sinergia com o ortodontista responsável pelo caso.
Sou membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial e da AO Foundation AOCMF Latin America, a principal organização mundial dedicada ao manejo de traumas e cirurgias craniomaxilofaciais. Também sou autor de artigos publicados em revistas científicas de reconhecimento internacional e sou frequentemente convidado para ministrar aulas e palestras em cursos de especialização em Ortodontia.
Quando a cirurgia ortognática é indicada
A indicação para a cirurgia ortognática, geralmente, inicia-se com o ortodontista, que identifica que a desarmonia entre os dentes tem origem nos ossos faciais e não pode ser resolvida apenas com aparelho. A partir daí, o ortodontista encaminha o paciente para avaliação com o cirurgião bucomaxilofacial.
As principais indicações clínicas que avalio em consulta são as seguintes:
Classe II esquelética
Nessa condição, a mandíbula está posicionada para trás em relação ao maxilar superior, o que gera o queixo recuado, o perfil convexo e, em muitos casos, acompanhada por dificuldades respiratórias sinalizadas pelo ronco e a apneia obstrutiva do sono.
Classe III esquelética (prognatismo)
Nesta, a situação é inversa: a mandíbula está projetada à frente do maxilar superior. O queixo fica mais evidente, com dificuldade na mastigação e a mordida cruzada anterior é um frequente sinal. Tecnicamente chamada de prognatismo, essa condição tem solução cirúrgica com resultados previsíveis quando planejada corretamente. É uma das indicações mais comuns para a cirurgia ortognática.
Assimetrias faciais
Algumas pessoas apresentam desvios visíveis no queixo ou na linha do rosto que não têm origem muscular, mas sim esquelética. Nesses casos, a cirurgia ortognática é a única abordagem capaz de corrigir a assimetria de forma estável e duradoura.
Disfunção da Articulação Temporomandibular (ATM) de origem esquelética
Quando a ATM está sobrecarregada por uma má-relação entre os ossos, a cirurgia ortognática pode ser parte integrante do tratamento e proporcionar melhores resultados nos sinais e sintomas crônicos como: dores, desgastes ósseos, estalos e transtornos articulares.
Apneia obstrutiva do sono
Os casos de ronco e apneia do sono causados pelo estreitamento da via aérea superior por posicionamento indevido dos maxilares, a cirurgia ortognática tem sido amplamente considerada pela literatura científica como o tratamento com melhores taxas de resolução, mesmo quando comparada a outros métodos, incluindo o CPAP. Um dos estudos recentes, de grande relevância científica, apontou que a cirurgia ortognática é um tratamento seguro, eficaz e que tem elevada taxa de sucesso no tratamento da apneia obstrutiva do sono (Walker et al, 2025).
A cirurgia ortognática é classificada como procedimento funcional pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que obriga os planos de saúde a cobrirem as despesas hospitalares e os materiais cirúrgicos necessários, mediante indicação clínica documentada.
Como funciona o planejamento cirúrgico
A cirurgia ortognática não começa na sala de operação. Ela começa bem antes, em um processo detalhado de planejamento conjunto que, geralmente, envolve o cirurgião bucomaxilofacial e o ortodontista.
O primeiro passo é a avaliação clínica completa, com exames de imagem que incluem fotografias, tomografia computadorizada em 3D, ressonância magnética e radiografias. Esses exames permitem ao cirurgião e ao ortodontista analisarem a posição dos ossos, os dentes e as estruturas importantes da face.
A partir desses dados, é realizado o planejamento virtual em 3D, tecnologia que permite simular digitalmente os movimentos cirúrgicos antes de qualquer procedimento. O Dr. Ricardo Gontijo utiliza esse recurso como parte do protocolo padrão de atendimento, para maior precisão cirúrgica e diminuir o tempo operatório.
Em paralelo ao planejamento cirúrgico, o paciente pode passa por uma fase de preparo ortodôntico pré-operatório, cujo objetivo é alinhar os dentes nas arcadas para que, após a cirurgia, a mordida tenha melhor encaixe. Esse preparo pode durar poucos meses a um ano e meio, dependendo de cada caso.
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, em {Hospital}, parceiro do Dr. Ricardo Gontijo em Belo Horizonte. O tempo de duração varia conforme a complexidade do caso, mas gira em torno de duas a quatro horas. Na maioria dos casos, a alta hospitalar é realizada no dia seguinte da cirurgia.
O planejamento virtual em 3D permite que o paciente visualize o resultado esperado da cirurgia antes de tomar qualquer decisão. Essa tecnologia é parte do protocolo padrão no meu consultório e contribui diretamente para a precisão e a previsibilidade do procedimento.
O que esperar da recuperação
A recuperação da cirurgia ortognática mudou muito com o avanço das técnicas cirúrgicas. O uso de materiais modernos, cirurgias minimamente invasivas e do planejamento virtual reduziram significativamente o tempo de cirurgia e o trauma tecidual, o que se reflete em um pós-operatório mais rápido e confortável, quando comparado nas décadas passadas.
Nas primeiras semanas, o paciente apresenta inchaço que restringe a abertura bucal. A dieta líquida e pastosa é necessária nesse período até mesmo para não causar falhas nos materiais de fixação óssea. A maioria dos pacientes retorna às atividades profissionais entre 14 e 21 dias após a cirurgia, dependendo da natureza do trabalho.
O resultado final, tanto funcional quanto estético, se consolida ao longo de seis a doze meses, conforme o tecido ósseo se estabiliza e o inchaço residual é absorvido.
Acompanho cada paciente em todas as etapas da recuperação, com consultas programadas para avaliação do processo de cicatrização, ajuste de medicação e orientações nutricionais. O suporte pós-operatório começa na primeira consulta de avaliação e se estende até a estabilização completa do resultado.
Plano de saúde cobre a cirurgia ortognática?
A cirurgia ortognática é classificada como procedimento funcional pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que torna as operadoras de saúde a cobrirem as despesas hospitalares e os materiais cirúrgicos necessários, mediante indicação clínica documentada.
A cobertura inclui a internação hospitalar, a anestesia e os materiais de fixação (placas e parafusos). Os honorários da equipe, planejamento cirúrgico e o acompanhamento antes e após a cirurgia, geralmente, não são cobertos pelo plano, mas variam conforme cada operadora.
A equipe do meu consultório orienta cada paciente sobre o processo de solicitação de autorização junto ao plano e os documentos necessários para dar entrada no pedido de cobertura.
Cirurgia ortognática em Belo Horizonte com o Dr. Ricardo Gontijo
Meu consultório está localizado na Rua Gonçalves Dias, 1181, sala 706, bairro Funcionários, em Belo Horizonte, com fácil acesso a partir de qualquer região da cidade e de Nova Lima.
Além da formação acadêmica diferenciada e dos mais de 20 anos de experiência exclusiva em cirurgia bucomaxilofacial, o consultório oferece um diferencial que poucos estabelecimentos em BH disponibilizam: a realização de procedimentos ambulatoriais sob sedação venosa consciente, com médico anestesiologista presente durante todo o atendimento. Isso significa que o paciente permanece sedado de forma segura, sem sentir dor e sem ansiedade, em um ambiente equipado com a infraestrutura necessária para esse nível de cuidado.
Atuo nos melhores hospitais de Belo Horizonte, garantindo ao paciente acesso a toda a estrutura necessária para as etapas hospitalares da cirurgia ortognática. São 80 avaliações com nota máxima no Google, refletindo o padrão de acolhimento e de resultado clínico oferecido a cada paciente.
Minha formação com mestrado e doutorado com ênfase em Ortodontia é um diferencial real no planejamento das cirurgias ortognáticas: entendo a mecânica da mordida com a mesma profundidade que o ortodontista, o que garante uma sinergia multidisciplinar que impacta diretamente na qualidade do resultado final.
Perguntas frequentes sobre cirurgia ortognática
A cirurgia ortognática é perigosa?
Como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia ortognática envolve riscos, que são minimizados pela escolha de um cirurgião bucomaxilofacial experiente, pelo planejamento detalhado e pela realização em hospital com estrutura adequada. Com a equipe certa e o preparo correto, trata-se de um procedimento seguro com resultados bem documentados na literatura médica e científica.
Quanto tempo dura o resultado da cirurgia ortognática?
O resultado é permanente. Os ossos são reposicionados e fixados por mini-placas, e a estabilidade a longo prazo é garantida pela continuação do tratamento ortodôntico pós-operatório, que consolida os resultados e impede recidivas.
A cirurgia ortognática muda muito o rosto?
A mudança depende do grau de desarmonia corrigida. Em casos de Classe III com prognatismo acentuado ou de Classe II com queixo bastante recuado, a alteração do perfil é significativa. Em assimetrias leves, a mudança é mais sutil. O planejamento virtual em 3D realizado antes da cirurgia permite que o paciente visualize o resultado esperado antes de tomar a decisão.
Com quantos anos posso fazer a cirurgia ortognática?
A cirurgia é indicada após o término do crescimento ósseo facial, o que ocorre em geral entre 17 e 20 anos nas mulheres e entre 18 e 21 anos nos homens. Não há limite de idade para adultos, desde que o paciente esteja em boas condições de saúde geral.
Preciso usar aparelho antes da cirurgia ortognática?
Na grande maioria dos casos, o preparo ortodôntico pré-operatório é parte fundamental do tratamento. Após a cirurgia, o acompanhamento ortodôntico continua para estabilizar os encaixes dentários e consolidar o resultado estético e funcional. A parceria entre o ortodontista e o cirurgião bucomaxilofacial é essencial para o sucesso do caso. Pontualmente, alguns casos específicos não necessitam do tratamento ortodôntico associado, o que deve ser avaliado individualmente em consulta.
Se você se identificou com alguma das indicações descritas neste conteúdo, ou se o seu ortodontista já mencionou a necessidade de avaliação com um cirurgião bucomaxilofacial, o próximo passo é uma consulta presencial. Em mais de 20 anos de prática em Belo Horizonte, acompanhei centenas de pacientes nessa mesma situação. O diagnóstico é preciso, o planejamento é individualizado e o suporte começa na primeira avaliação.
Pronto para entender se a cirurgia ortognática é para você?
Agende uma avaliação com o Dr. Ricardo Gontijo e receba um diagnóstico preciso, com planejamento individualizado e todo o suporte para a sua decisão.

