A cirurgia ortognática para apneia do sono e ronco é uma das indicações menos conhecidas de um procedimento que a maioria das pessoas associa apenas à correção da mordida ou da harmonia facial. No entanto, para pacientes com apneia obstrutiva do sono de origem esquelética, o reposicionamento cirúrgico dos maxilares é o tratamento que age diretamente sobre a causa anatômica da obstrução, com resultados que o CPAP, por mais eficaz que seja, não consegue produzir de forma definitiva.
A apneia obstrutiva do sono ocorre quando as vias aéreas superiores colapsam parcial ou totalmente durante o sono, interrompendo o fluxo de ar. Em uma parcela significativa dos casos, esse colapso é facilitado por um estreitamento anatômico das vias aéreas causado pelo posicionamento esquelético dos maxilares. Quando a mandíbula ou a maxila estão retruídas, o espaço faríngeo disponível é estruturalmente menor, e esse problema não se resolve definitivamente com aparelhos, medicamentos ou perda de peso.
💡 O que a maioria dos pacientes não sabe
O ronco e a apneia do sono podem ter origem esquelética. Quando a mandíbula ou a maxila estão posicionadas mais para trás do que deveriam, o espaço para passagem do ar durante o sono fica reduzido. Nesse caso, a cirurgia ortognática para ronco e apneia do sono não é apenas um recurso estético: é o tratamento que corrige a causa anatômica da obstrução.
Resumo do artigo
A cirurgia ortognática para ronco e apneia do sono é indicada quando a obstrução das vias aéreas durante o sono tem origem esquelética, ou seja, quando o posicionamento recuado da mandíbula ou da maxila reduz o espaço para passagem do ar. O avanço bimaxilar, procedimento que reposiciona os dois maxilares simultaneamente, amplia a via aérea superior e apresenta elevada taxa de melhora documentada dos casos de apneia obstrutiva grave com componente esquelético. Em Belo Horizonte, o Dr. Ricardo Gontijo, CRO-MG 34457, é cirurgião bucomaxilofacial especialista em cirurgia ortognática, com atendimento no bairro Funcionários.
Neste artigo:
- Quando a apneia do sono tem origem esquelética
- Como a cirurgia ortognática para apneia do sono funciona
- Quem tem indicação para a cirurgia
- Cirurgia ortognática e CPAP: quando cada um é indicado
- Planejamento e preparo para a cirurgia
- Resultados esperados
- Cirurgia ortognática para apneia do sono em BH
- Perguntas frequentes
Quando a apneia do sono tem origem esquelética
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma condição multifatorial. Na maioria dos casos, a obstrução das vias aéreas durante o sono resulta da combinação de fatores como excesso de tecido mole na faringe, hipotonia muscular, obesidade e alterações posturais. Mas em uma parcela relevante dos pacientes, especialmente naqueles com Classe II esquelética, ou seja, com mandíbula posicionada mais para trás em relação à maxila, existe uma causa anatômica estrutural que precede todos os outros fatores: o espaço faríngeo é simplesmente menor do que deveria ser por razões esqueléticas.
Nesses casos, tratar apenas os sintomas não resolve o problema. O CPAP mantém as vias aéreas abertas com pressão positiva somente quando está em uso, ou seja, não altera definitivamente as estruturas que geram o estreitamento. A cirurgia ortognática para ronco e apneia do sono age diretamente sobre as estruturas, reposicionando os maxilares para criar um espaço faríngeo maior de forma permanente.
📋 Entenda melhor
A retrusão dos maxilares, sobretudo a mandíbula, reduz o espaço posterior da faringe, ocasionando o colapso das vias aéreas superiores durante o sono, resultando no ronco e na apneia obstrutiva do sono. Quanto mais recuada a mandíbula, menor o espaço disponível para passagem de ar, e maior o risco da apneia obstrutiva. A polissonografia combinada com exames da face e das vias aéreas permite identificar esse componente esquelético e diagnosticar a apneia obstrutiva do sono.
Como funciona a cirurgia ortognática para apneia do sono
A cirurgia ortognática para ronco e apneia do sono utiliza os mesmos princípios técnicos da cirurgia ortognática convencional, com um objetivo adicional: além de corrigir a mordida e a harmonia facial, o planejamento é orientado para maximizar o aumento da via aérea superior. O procedimento de escolha é o avanço bimaxilar, que avança simultaneamente a maxila e a mandíbula para uma posição mais anterior, ampliando o espaço faríngeo.
Ao avançar os dois maxilares, o procedimento traciona para frente os tecidos moles inseridos nessas estruturas, incluindo a musculatura da base da língua e da faringe. Esse efeito reduz a tendência de colapso das vias aéreas durante o sono, mesmo sem pressão positiva externa. A literatura científica documenta tanto a melhora significativa nos índices da apneia, quanto elevada satisfação dos pacientes quando tratados com a cirurgia ortognática.
O avanço bimaxilar não apenas amplia mecanicamente a via aérea: ele reposiciona a musculatura da faringe, reduzindo a tendência de colapso que gera os episódios de apneia. O resultado é estrutural e permanente, o que diferencia fundamentalmente a cirurgia ortognática para apneia do sono de tratamentos que atuam apenas enquanto estão sendo usados.
Quem tem indicação para a cirurgia ortognática para apneia do sono
A cirurgia ortognática para apneia do sono não é indicada para todos os pacientes com apneia obstrutiva. A indicação é específica e depende da presença de um componente esquelético identificável como fator contribuinte para a obstrução das vias aéreas. A avaliação combina dados clínicos, polissonográficos e de imagem antes de qualquer definição de conduta.
Perfil do paciente com indicação cirúrgica
- Apneia obstrutiva do sono diagnosticada: polissonografia com Índice de Apneia-Hipopneia (IAH) confirmando o diagnóstico e a gravidade
- Componente esquelético identificado: posicionamento inadequado dos maxilares que reduz o espaço das vias aéreas superiores
- Indicação ortognática independente: a deformidade dentofacial já justifica a cirurgia por critérios funcionais e oclusais, sendo a apneia um componente adicional
- Intolerância ou baixa adesão ao CPAP: pacientes que não conseguem usar o CPAP de forma consistente e têm componente esquelético tratável
- Crescimento ósseo concluído: é discutido se aguarda o término do crescimento ósseo
- Boas condições clínicas gerais: avaliação médica pré-operatória favorável para procedimento hospitalar sob anestesia geral
Cirurgia ortognática e CPAP: quando cada um é indicado
O CPAP é o tratamento mais conhecido. É eficaz, reversível e bem documentado. Mas tem uma limitação que a cirurgia não tem: precisa ser usado todas as noites para produzir efeito. A eficácia do CPAP depende inteiramente da adesão do paciente.
| CPAP | Cirurgia ortognática | |
| Mecanismo | Mantém a via aérea aberta com pressão positiva durante o uso | Reposiciona os maxilares, ampliando permanentemente a via aérea |
| Resultado | Eficaz enquanto em uso | Estrutural e permanente |
| Indicação principal | Apneia obstrutiva em geral, especialmente sem componente esquelético dominante | Apneia com deformidade dentofacial esquelética como fator contribuinte |
| Limitação | Dependência de uso contínuo, adesão do paciente, pode interferir no relacionamento conjugal e não melhora a estética facial | Requer indicação clínica específica e, em alguns casos, preparo ortodôntico prévio |
Planejamento e preparo para a cirurgia ortognática para apneia do sono
O planejamento da cirurgia ortognática para ronco e apneia do sono é mais abrangente do que o da cirurgia ortognática convencional, pois além dos objetivos oclusais e estéticos, inclui a análise volumétrica das vias aéreas superiores. A tomografia computadorizada de feixe cônico permite visualizar o espaço faríngeo em três dimensões e medir o impacto esperado do avanço bimaxilar na via aérea antes de qualquer procedimento.
O preparo ortodôntico pré-cirúrgico pode ser indicado. Em casos selecionados, o protocolo de benefício antecipado permite reduzir ou eliminar essa fase pré-cirúrgica, com a cirurgia realizada mais precocemente. E, posteriormente, pode ser indicado o tratamento ortodôntico.
O acompanhamento multidisciplinar é parte essencial do processo. A equipe envolvida inclui, além do cirurgião bucomaxilofacial, ortodontista, especialista em DTM, otorrinolaringologista, especialistas em Odontologia e Medicina do Sono, nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo.
Resultados esperados
Em pacientes com indicação correta, a cirurgia ortognática para apneia do sono produz resultados que vão além da melhora do sono. O reposicionamento dos maxilares corrige simultaneamente a deformidade dentofacial, melhora a mordida, altera o perfil facial e, nos casos com componente de apneia, reduz significativamente o Índice de Apneia-Hipopneia documentado na polissonografia pós-operatória.
O que muda após a cirurgia
- Redução do IAH: melhora documentada em 67% a 90% dos casos de apneia obstrutiva grave com componente esquelético
- Melhora da qualidade do sono: redução dos episódios de apneia e hipopneia, com impacto direto no descanso noturno
- Redução do ronco: a redução ou eliminação do ronco reflete até na melhora do relacionamento conjugal
- Correção da mordida: em conjunto com a Ortodontia, há melhora da mordida e sorriso
- Alteração do perfil facial: o avanço mandibular melhora a harmonia entre o queixo, os lábios e o nariz
- Possibilidade de descontinuação do CPAP: em casos com resposta cirúrgica adequada, avaliada por polissonografia de controle
Cirurgia ortognática para apneia do sono em Belo Horizonte
Em mais de 20 anos de cirurgia ortognática em Belo Horizonte, atendo pacientes com ronco e apneia obstrutiva do sono de origem esquelética que chegam ao consultório após anos de uso de CPAP sem resolução definitiva ou com deformidade dentofacial que já justificaria a cirurgia independentemente da apneia. O planejamento virtual 3D, que inclui a análise volumétrica das vias aéreas, permite quantificar o ganho esperado com o avanço bimaxilar antes do procedimento.
Minha formação com mestrado e doutorado com ênfase em Ortodontia garante a sinergia necessária com o ortodontista responsável pelo preparo pré-cirúrgico, um dos fatores que mais impacta o resultado final em cirurgias de maior complexidade como o avanço bimaxilar para apneia. Sou membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial e da AO Foundation AOCMF Latin America, com publicações em revistas científicas internacionais.

O consultório está localizado na Rua Gonçalves Dias, 1181, sala 706, bairro Funcionários, em Belo Horizonte, com atendimento também para pacientes de Nova Lima e região. São 80 avaliações com nota máxima no Google.
Perguntas frequentes sobre cirurgia ortognática para apneia do sono
A cirurgia ortognática cura a apneia do sono?
Todo paciente com apneia do sono pode fazer cirurgia ortognática?
Qual é a diferença entre a cirurgia ortognática para apneia e a convencional?
O plano de saúde cobre a cirurgia ortognática para apneia do sono?
Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia ortognática para apneia do sono?
Se você tem apneia do sono diagnosticada, usa CPAP há anos sem perspectiva de resolução definitiva, ou foi identificado com uma deformidade dentofacial que pode estar contribuindo para a obstrução das vias aéreas, o próximo passo é uma avaliação com um cirurgião bucomaxilofacial especialista em cirurgia ortognática para apneia do sono em Belo Horizonte. O diagnóstico correto é o que define se a cirurgia é indicada para o seu caso e qual resultado pode ser esperado.
Tem apneia do sono com origem esquelética?
Agende uma avaliação com o Dr. Ricardo Gontijo em Belo Horizonte. O planejamento virtual 3D inclui a análise das vias aéreas para definir se a cirurgia ortognática para apneia do sono é indicada para o seu caso.

